Escrever para o site é minha tarefa entre tantas outras que me propus com esse trabalho de ação na proteção dos cães e gatos. Sou humana, portanto, não fico deitada quase que o dia inteiro, não fico latindo para quem se aproxima da minha morada e não marco território de hora em hora com urina. Essas são atividades do cidadão canino Sir Wilbor Cukzão ( de origem britânica e russa o nome dele). Há dias estou rodeada de pensares sobre o que escrever para postagem no meu site. Cheguei a pedir ajuda – ideia – para os amigos do facebook . Vieram dois temas, ambos bons e que estão pautados para futuras publicações, mas não me motivaram. Escrever sem motivação é obrigação e para mim não vale. Não sei rezar ajoelhada.
A vida compartilhada com a sociedade humana atual faz dos animais objetos da insanidade humana. Isso me choca. Me choca quando me deparo com o mundo pet consumindo a saúde dos cães e gatos, e me choca quando ouço histórias como essa da cachorra que foi estuprada por um cidadão perdido e consumido pela quimica do crack, que desliga a consciência de um ser humano, tornando-o o animal que todos temos em nós. Instintos, impulsos, ações e reações. Esses mecanismos bio- emocionais nos diferenciam de um bicho. Nós temos amplas condições de auto-controle do que é disparado pela via do impulso instintivo, tranformando nossas reações em gestos que redundem em respeito. Pelo menos é para ser assim.
A Rute e o Bolão são dois gatos jovens que foram adotados pelas mãos generosas da Ana Luiza Halfen. Vivem na casa dela com mais dezessete gatos e alguns cães, todos eles oriundos do abandono ou descaso com esses animais. Quando estava clinicando em Porto Alegre ainda, atendi uma gatinha dela portando a Peritonite Infecciosa Felina, já na fase neurológica grave. Na época optamos – ou eu sugeri – a eutanásia. Frente a doenças com danos neurologicos, que deixam sequelas e impedem uma vida digna para um bicho, penso que a eutanásia seja a melhor conduta clinica e do coração amoroso de um ser humano que tem plena consciência do sofrimento desnecessário ao animal. Eu tenho essa compaixão firme em mim.


